Uma simples mancha no rosto, inicialmente considerada inofensiva, revelou um melanoma em estágio inicial na pele de Renata, gerente de enfermagem. A descoberta precoce, resultado da insistência de sua médica, transformou a forma como ela encara os cuidados com a saúde e a importância do acompanhamento dermatológico.
O caso de Renata serve de alerta para a necessidade de atenção constante à nossa pele. O câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente no Brasil, segundo o Inca, e a detecção precoce é crucial para aumentar as chances de cura, especialmente no caso do melanoma, o tipo mais agressivo da doença.
“Foi por insistência da médica, que decidiu examinar minha pele por completo, que o diagnóstico foi feito. Uma lesão que eu jamais suspeitaria acabou revelando o câncer mais agressivo de pele”, conta Renata, reforçando a importância de não negligenciar sinais e buscar avaliação profissional.
Mas, como identificar quais manchas podem ser sinais de alerta? Especialistas recomendam ficar atento a pintas novas em crescimento, com cores diferentes ou formato irregular, além de mudanças em pintas antigas. Feridas que não cicatrizam e lesões com sangramento, dor ou crescimento rápido também exigem atenção.
Para confirmar se uma mancha ou lesão é cancerígena, exames como a dermatoscopia e o mapeamento corporal de nevos são essenciais. Em casos de suspeita, a biópsia de pele com exame anatomopatológico fornece o diagnóstico final. A consulta anual com um dermatologista é fundamental para garantir o diagnóstico precoce, especialmente para quem tem histórico pessoal ou familiar da doença.
Nem toda mancha na pele é motivo de preocupação. Manchas solares, sardas, ceratoses seborreicas e melasma são exemplos de alterações inofensivas. No entanto, a exposição solar prolongada e repetitiva, principalmente durante a infância e adolescência, é o principal fator de risco para o câncer de pele.
Pessoas com pele, olhos e cabelos claros, imunossuprimidos, indivíduos com histórico familiar da doença e aqueles que utilizam câmaras de bronzeamento artificial também estão no grupo de risco. A prevenção é a melhor forma de se proteger: use protetor solar com FPS de, no mínimo, 30, evite a exposição solar nos horários de pico e utilize barreiras físicas como roupas com proteção UV, bonés e óculos de sol.





