A Polícia Civil do Amazonas desvendou um crime chocante em Manacapuru, onde Aline Thayane de Oliveira Azevedo, 24 anos, foi brutalmente assassinada a tiros na frente de sua filha de 7 anos. As investigações apontam que o crime foi encomendado pela própria irmã da vítima, Gabriela Alves Braga, 22, e seu marido, Raimundo Nonato Lopes Freire, 24, motivados por ciúmes e suspeitas infundadas de traição.
A motivação para o crime seria o ciúme obsessivo de Gabriela, que desconfiava de um caso entre seu marido e a irmã. A situação chegou a tal ponto que a mãe das duas mulheres procurou a polícia, denunciando Gabriela como a mandante do assassinato. Segundo a denunciante, Gabriela acreditava ter visto Aline e Raimundo trocando fotos íntimas, alimentando ainda mais sua desconfiança.
No entanto, a investigação revelou um contexto ainda mais sombrio: Gabriela e Raimundo tinham envolvimento com o tráfico de drogas e eram ligados ao Comando Vermelho (CV). O delegado John Castilho detalhou que o pagamento pelo assassinato foi realizado de forma peculiar: Márcio Robson, o motorista, recebeu R$ 2.500, enquanto o pistoleiro, Carlos José da Silva Barbosa, teve uma dívida com o tráfico perdoada por Gabriela em troca da execução.
Segundo a polícia, Raimundo foi o responsável por contratar o pistoleiro e fornecer a arma utilizada no crime. Márcio Robson, atuando como motorista, dirigia um carro modelo Siena, que já foi apreendido pelas autoridades. Um detalhe macabro que chocou os investigadores foi o fato de que, enquanto aguardava o momento do crime, Márcio Robson lia o livro “Dez requisitos para alguém ir para o céu”, do espiritualista Dr. Luiz Mattos.
O grupo esperou Aline sair de casa para levar a filha à escola. Assim que a vítima apareceu com a criança, Carlos desceu do veículo e efetuou os disparos fatais contra a cabeça de Aline, por volta das 6h30 da manhã. A ação criminosa foi flagrada por câmeras de segurança, o que permitiu à polícia identificar rapidamente o veículo utilizado na fuga e prender Márcio Robson em Manaus poucas horas após o crime.
Atualmente, Márcio Robson está preso preventivamente. Gabriela Alves Braga, Raimundo Nonato Lopes Freire e Carlos José da Silva Barbosa permanecem foragidos, com mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. A Polícia Civil do Amazonas solicita a colaboração da população para localizar os fugitivos e pede que qualquer informação seja repassada às autoridades.





