O imbróglio jurídico em torno do caso do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, ganhou um novo capítulo. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou que o réu defina, de uma vez por todas, quem será o responsável por sua defesa legal, após uma série de trocas de advogados que causaram instabilidade no processo.
Após a prisão de Renê, em 11 de março, o escritório Ariosvaldo Campos Pires Advogados foi inicialmente contratado, com os advogados Leonardo Guimarães Salles, Leandro Guimarães Salles e Henrique Vieira Pereira assumindo o caso. No entanto, uma semana depois, a banca se retirou, alegando “motivo de foro íntimo”, sem fornecer maiores detalhes sobre a decisão.
Em seguida, Dracon Cavalcante, advogado com registro na OAB-MG, assumiu a defesa, mas também permaneceu por pouco tempo. Posteriormente, Bruno Silva Rodrigues, advogado do Rio de Janeiro, foi contratado. A situação atual é de indefinição, com ambos os advogados aguardando uma decisão final do empresário sobre quem será o responsável por representá-lo.
Em entrevista ao UOL, Bruno Silva Rodrigues explicou a complexidade da situação: “A intenção do Renê é que a gente trabalhe juntos. Se ele confirmar isso, a gente vai trabalhar junto. Agora, se ele falar que é só eu, o do Rio sai; e se ele falar que é o do Rio, eu saio. Temos agora que esperar o Renê comunicar a decisão dele à juíza para não haver problema de confusão processual”.
Enquanto a defesa não é definida, Renê da Silva Nogueira Júnior permanece preso preventivamente. Ele alega que o disparo que vitimou Laudemir foi acidental e expressou arrependimento pelo crime, pelo qual deverá responder por duplo homicídio qualificado, conforme a Justiça mineira.





