Governadores dos estados do Sul e Sudeste se reuniram em Curitiba, durante a 13ª edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), para reafirmar seus compromissos com a agenda ambiental. O encontro, realizado no âmbito da Conferência da Mata Atlântica, culminou na elaboração da Carta de Curitiba, um documento que delineia propostas conjuntas para a preservação do bioma e a preparação para a COP30, conferência climática da ONU que ocorrerá em Belém. A iniciativa demonstra o engajamento dos estados com as questões climáticas globais.
Os estados têm implementado diversas ações concretas, como o plantio de mais de 35 milhões de mudas nativas e a expansão do monitoramento por satélite, além do Tratado da Mata Atlântica, incentivo ao uso de fontes renováveis de energia e mapeamento do uso e cobertura da terra. O objetivo é aliar desenvolvimento econômico e sustentabilidade, conforme destacado no encontro. A união de esforços visa fortalecer as políticas verdes e garantir a proteção do bioma.
A Carta de Curitiba destaca a importância da Mata Atlântica, presente em 17 estados e lar de mais de 70% da população brasileira, como “uma grande reserva com milhões de espécies de fauna e flora que merece atenção nas discussões climáticas globais”. O documento enfatiza a necessidade de adaptação às mudanças climáticas e de investimentos em políticas públicas de desenvolvimento sustentável, reconhecendo a megabiodiversidade dos biomas brasileiros.
Outro ponto crucial é o apoio aos municípios na elaboração de planos de adaptação climática e redução de riscos, com a inclusão de prioridades ambientais nos orçamentos públicos. A integração das Defesas Civis e o compartilhamento de dados e expertise também são exemplos de avanços concretos, como demonstrado no atendimento às enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. Iniciativas como a contratação de empresas especializadas para diagnósticos territoriais demonstram o investimento do COSUD na pauta.
Os estados também formalizaram o sistema de rateio para o funcionamento permanente do Cosud, com um aporte inicial de R$ 10,5 milhões, e a instalação de um escritório de representação em Brasília. Em paralelo, o Consórcio Brasil Verde (CBV) atua como espaço de articulação subnacional, garantindo a representação das diversidades territoriais do País na construção de soluções para mitigação e adaptação climática, fomentando a implementação nos estados.





