O deputado estadual Lucas Diez Bove (PL) foi formalmente denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na última quinta-feira, 23, sob acusações graves que incluem perseguição, violência psicológica e física, além de ameaças. A denúncia se baseia em relatos da influenciadora digital Cíntia Chagas, sua ex-esposa, e pede a prisão preventiva do parlamentar. O MPSP alega que Bove descumpriu repetidamente medidas protetivas previamente concedidas à vítima.
Cíntia Chagas, que possui uma expressiva audiência de mais de 7,6 milhões de seguidores nas redes sociais, formalizou a queixa no ano passado, detalhando um histórico de agressões físicas e psicológicas que teriam ocorrido ao longo dos mais de dois anos de relacionamento com o deputado. Os relatos apresentados ao MPSP revelam um padrão de comportamento abusivo e intimidatório.
A denúncia detalha incidentes alarmantes, incluindo alegações de que o deputado, sob efeito de substâncias ilícitas, manuseava uma arma de fogo e a apontava para Cíntia, minimizando o ato como uma simples “brincadeira”. Além disso, o documento acusa Bove de ter arremessado uma faca contra a perna da influenciadora, demonstrando a escalada da violência no relacionamento.
Em declarações estarrecedoras, o Ministério Público relata que o deputado teria proferido ameaças de morte contra Cíntia, afirmando que a mataria caso suspeitasse de infidelidade e que seu segurança seria responsável por ocultar o corpo. A gravidade das ameaças, combinada com os relatos de agressões físicas, levou o MPSP a solicitar a prisão preventiva do parlamentar, argumentando que ele representa um risco contínuo à integridade da vítima.
O documento também aponta que Bove teria agredido fisicamente Cíntia em diversas ocasiões, incluindo beliscões e apertões nos seios, inclusive na presença de testemunhas. O pedido de prisão preventiva, agora sob análise do Judiciário, fundamenta-se no reiterado descumprimento das medidas protetivas, evidenciando o desrespeito do parlamentar às ordens judiciais e a persistente ameaça à segurança de Cíntia Chagas.





