Gripe Aviária Afeta Exportação de Frango do Brasil, Mas Setor Vê Recuperação em 2026

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) revisou para baixo a estimativa de exportação de carne de frango do Brasil para 2025, projetando um volume de até 5,2 milhões de toneladas. A queda se deve, em parte, ao impacto de focos de gripe aviária registrados no país, que levaram a embargos temporários por parte de alguns importadores. O volume esperado ainda é expressivo, mas fica abaixo do recorde de 5,295 milhões de toneladas alcançado no ano anterior.

Embora grande parte dos países importadores já tenha retomado as compras, China e União Europeia ainda mantêm restrições, impactando o desempenho geral das exportações brasileiras. A ABPA havia projetado um volume de 5,35 milhões de toneladas para este ano, antes da detecção do foco de gripe aviária em maio. O Brasil é o maior exportador global de carne de frango.

“O Brasil sai mais resiliente do problema sanitário, com uma pequena queda na exportação do ano”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA, reconhecendo os desafios enfrentados pelos produtores de frango em todo o mundo. Apesar do recuo em relação ao recorde anterior, Santin ressaltou que os níveis de exportação de carne de frango do Brasil permanecem “muito positivos”.

A ABPA projeta uma retomada do crescimento das exportações em 2026, com estimativas de alcançar até 5,5 milhões de toneladas. A produção de carne de frango no Brasil também deverá apresentar crescimento, atingindo até 15,4 milhões de toneladas em 2025, em comparação com 14,972 milhões em 2024. Para 2026, a expectativa é de uma produção de 15,7 milhões de toneladas.

Segundo Santin, o cenário para o setor é favorável, com custos de produção indicando uma tendência de queda, impulsionada pela oferta global de milho, principal componente da ração animal. A expectativa é que a combinação de aumento da produção e custos controlados contribua para a recuperação e o crescimento das exportações brasileiras de carne de frango nos próximos anos.