Londrina busca alternativas para não desamparar população vulnerável após fechamento da Casa do Bom Samaritano

A Prefeitura de Londrina está correndo contra o tempo para garantir a continuidade dos serviços essenciais prestados pela Casa do Bom Samaritano, entidade filantrópica que anunciou o encerramento de suas atividades de abrigo e acolhimento institucional para o dia 30 de setembro. O anúncio gerou grande preocupação, uma vez que a instituição atende crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, através de convênios com as secretarias municipais de Educação, Assistência Social e do Idoso.

Diante desse cenário, o prefeito Tiago Amaral e a procuradora-geral do Município, Renata Siqueira, se reuniram nesta segunda-feira (15) com promotoras de Justiça para discutir estratégias e apresentar um plano de ação. O objetivo principal é assegurar que a população atendida pela Casa do Bom Samaritano não fique desassistida, buscando soluções em conjunto com outras instituições e órgãos.

A procuradora-geral Renata Siqueira destacou a urgência da situação: “Estamos muito preocupados e reunimos as secretarias e o Ministério Público para explicar que já estamos com alguns planos de contingenciamento. Queremos entender qual é a melhor forma de atender essas pessoas”, afirmou.

A promotora Susana de Lacerda, da 24ª Promotoria de Justiça, considerou a reunião produtiva e ressaltou a importância da colaboração entre os órgãos: “O objetivo de todos nós é a garantia do bem-estar das pessoas que estão sendo atendidas nessa entidade. A Prefeitura vai nos apresentar um plano para atendimento dessas pessoas, para que possamos fazer uma avaliação”, explicou.

Além dos serviços de abrigo e acolhimento, a Casa do Bom Samaritano também é responsável pela gestão de dois Centros de Educação Infantil (CEIs), que atendem cerca de 200 crianças menores de cinco anos. A prefeitura busca alternativas para garantir a continuidade do atendimento a todas as crianças.

A administração municipal se comprometeu a apresentar um plano detalhado ao Ministério Público até o final do mês, demonstrando as medidas que serão tomadas para assegurar que os serviços essenciais continuem sendo oferecidos à população vulnerável de Londrina. O caso segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades.