Orçamento de Londrina para 2026 Aprovado com Controvérsia: Corte na Assistência Social Gera Debate

A Câmara Municipal de Londrina (CML) aprovou, em primeira votação, o Plano Plurianual (PPA) 2026-2029 e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, ambos de autoria do Executivo. A sessão, realizada nesta quinta-feira (23) com galerias cheias, expôs divergências entre os vereadores, resultando em 12 votos favoráveis e 6 contrários às propostas. A aprovação inicial marca o início de um processo que ainda inclui audiência pública e possibilidade de emendas.

O próximo passo será uma audiência pública agendada para o dia 3 de novembro, às 19h, na Sala de Sessões da CML. A vereadora Prof.ª Flávia Cabral (PP), líder do governo na Câmara, destacou a importância da participação popular neste momento. “A população pode analisar as propostas de uma maneira mais profunda e, se julgar que é necessário fazer alguma emenda, porque considera que é necessário remanejar algum recurso, que essas sugestões sejam acostadas ao projeto”, afirmou.

A votação foi marcada pela discordância em relação ao orçamento destinado à Secretaria Municipal de Assistência Social. A vereadora Paula Vicente (PT) criticou a redução de R$ 16,3 milhões em comparação com o orçamento de 2025, alegando que isso prejudicará programas de proteção social e levará a demissões. “Assistência Social, para este governo é nada. Eles estão falando isso para nós, não tem a menor possibilidade de votar ‘sim’ num projeto nefasto como este”, declarou a vereadora.

A preocupação com o corte na assistência social também foi expressa por Rita de Cassia Lemos Barboza, representante dos usuários no Conselho Municipal de Assistência Social. Ela pediu que a Prefeitura e os vereadores reconsiderem a redução, enfatizando que a assistência social é um direito, não um favor.

O Plano Plurianual (PPA) estabelece as diretrizes, objetivos e metas da Administração Pública Municipal para o período de 2026 a 2029, com um orçamento total de R$ 19,41 bilhões. Já a Lei Orçamentária Anual (LOA) detalha a previsão de arrecadação e a autorização para despesas, com uma previsão de arrecadação para a Administração Direta e Indireta do Executivo de R$ 3,814 bilhões, um crescimento de 9,35% em relação a 2025.