Uma Medida Provisória (MP) que visava taxar rendimentos de aplicações financeiras e apostas esportivas, em contrapartida à derrubada do IOF, não obteve aprovação na Câmara dos Deputados. A votação, que impôs uma derrota ao governo, resultou em 251 votos favoráveis ao fim da taxação e 193 contrários.
Entre os parlamentares de Londrina e região, a deputada Lenir de Assis (PT) foi a única a se posicionar contra a medida. Diego Garcia (REPUB), Filipe Barros (PL) e Luisa Canziani (PSD) votaram a favor, enquanto Luiz Carlos Hauly (PODE) se absteve.
A MP, que precisava ser aprovada até quarta-feira (8) para não perder a validade, previa uma arrecadação adicional significativa para os próximos anos. A oposição, composta por bolsonaristas e membros do Centrão, comemorou a caducidade do texto, alegando defender os interesses do povo.
Lenir de Assis criticou a decisão, argumentando que a medida visava equilibrar a arrecadação fiscal e garantir recursos para programas sociais. “A direita articulou um plano para sabotar o governo Lula… O que estava em jogo era a taxação de bancos e bets”, afirmou a deputada.
Em contrapartida, o deputado Filipe Barros celebrou a rejeição da MP. “Vitória do povo brasileiro no plenário da Câmara… O texto não taxava bancos, não taxava bilionários. Não taxava as bets. Vencemos mais uma batalha em defesa do povo”, publicou o parlamentar.
A deputada Lenir também denunciou a atuação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como articulador contra a medida. O presidente Lula, por sua vez, lamentou a decisão, atribuindo o revés a interesses da oposição em inviabilizar programas sociais. “O que está por trás dessa decisão é a aposta de que o país vai arrecadar menos para limitar as políticas públicas e os programas sociais que beneficiam milhões de brasileiros. É jogar contra o Brasil”, declarou Lula.





