Uma investigação da Polícia Civil de Campinas (SP) revelou um elaborado esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, utilizando empresas fantasmas e transportadoras sem veículos. A operação, deflagrada nesta quarta-feira (20), resultou em prisões e apreensões em São Paulo e Santa Catarina, expondo a sofisticação das táticas empregadas pelos criminosos. Contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas foram bloqueadas em todo o país, em uma ação que demonstra a abrangência da investigação.
A investigação, denominada Operação Garimpeiros, teve seu pontapé inicial com a desarticulação de uma quadrilha especializada em ‘maconha gourmet’, cujo quilo chegava a custar R$ 30 mil. A análise dos aparelhos celulares apreendidos revelou transferências suspeitas entre contas de pessoas físicas e jurídicas, levantando a suspeita sobre a existência de empresas de fachada. “Começamos a verificar que muitas dessas empresas, na realidade, não existiam de fato”, explicou o delegado Fernando Sanches.
Segundo o delegado, as empresas investigadas não possuíam estrutura física, funcionários registrados ou presença online, levantando fortes indícios de serem usadas exclusivamente para a lavagem de dinheiro. Transportadoras sem veículos, por exemplo, figuravam entre os negócios suspeitos, reforçando a tese de que se tratava de um esquema fraudulento. A operação, que contou com o apoio do Gaeco e do Ministério Público, cumpriu mandados em Campinas, Osasco (SP) e Balneário Camboriú (SC).
Durante a ação, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e entorpecentes. Em Balneário Camboriú, um investigado foi preso, enquanto em Campinas, quatro pessoas foram detidas em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A Polícia Civil apreendeu R$ 107 mil em dinheiro, além de dois carros e duas motos em Campinas, e dois carros em Balneário Camboriú.
As autoridades continuam investigando o caso para identificar outros envolvidos e a extensão total do esquema de lavagem de dinheiro. O registro das prisões e autuações está sendo realizado na sede da Dise/Deic de Campinas. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados para não atrapalhar o andamento das investigações. A operação representa um duro golpe contra o crime organizado e reforça o compromisso das forças de segurança no combate à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.





